Wednesday, May 24, 2006

Definindo Desenvolvimento

 

Eu pretendia compartilhar meus conhecimentos sobre esse assunto através de seminários. Devido à escassez de oportunidades, resolvi compartilhá-los por aqui, antes que morra e leve-os comigo para a tumba.

Caso resolva utilizá-los publicamente, faça a gentileza de não citar a fonte. Eu não preciso de esmolas.

Então, Vamos lá:

O que é desenvolvimento? 

1. Desenvolvimento é o processo de criar e dirigir programas para
A. Educar o público - alvo de uma instituição
B. Comunicar-se a fim de obter apoio desse público

Desenvolvimento é um termo técnico, adotado ultimamente para indicar as funções vitais da existência e crescimento de uma instituição. Essas funções são:

Relações Públicas
A. Recrutamento
B. Levantamento de Recursos

1. A posição é significativa:
A. Relações Públicas é a “causa”.
B. Recrutamento e Levantamento de Recursos são o “efeito”.

2. Bom relacionamento com o público resultará em sucesso no Recrutamento e consequentemente no Levantamento de Recursos.

3.Definição de Funções:. Relações Públicas é o esforço total para se obter a aceitação do público a fim de receber seu apoio.
4.Recrutamento é a busca continuada de estudantes, professores, equipes, membros de diretoria e outros voluntários.
5. Desenvolvimento de Recursos é a educação e motivação do “público” de uma instituição no seu ministério, alvos e necessidades financeiras, resultando em participação financeira, desse público, no programa institucional.
6. Desenvolvimento de Recursos não é apenas um departamento, ou um programa. “É o modo de vida de toda uma instituição.”
Jamais será uma questão de quantidade.
Devemos ou não ter um programa de Desenvolvimento de Recursos?
Será sempre uma questão de qualidade.

Posted by Lou at 15:25:31 | Permalink | No Comments »

Monday, May 22, 2006

A Contribuição ética nas organizações idôneas.


 
Durante muitos anos tenho falado e ensinado sobre esse tema em muitas Igrejas e em
Instituições cristãs ou não.. Em toda essa caminhada, parti da premissa bíblica
favorável à contribuição. Utilizei dezenas de passagens bíblicas onde aparecem
mandatos e exemplos do povo ofertando, de Deus mostrando o caminho da doação,
Jesus referendando o ato e tantas outras passagens.
 Ensinei o caráter libertário da contribuição capaz de tirar
o ser humano da rota da cobiça. Também embarquei na crença da doação como
pressuposto da benção e da vida feliz.
 Ao longo da jornada, encontrei todo tipo de pessoas, Igrejas
e instituições cristãs. A generalização sempre é perigosa e prefiro evitá-la.
Entretanto, tenho observado a tendência da prática de muitos em usar a Igreja
ou a instituição como meio para o enriquecimento pessoal, o que é antiético e
anti-bíblico, além de desonesto.
 Confesso, antes de tudo, considerar a maioria das práticas
relacionadas ao dinheiro, no meio eclesiástico ou fora dele, ações embasadas em
mitos e interpretações equivocadas.  O pior é perceber como essas falsas crenças produzem sentimentos de culpa nas
pessoas. É ruim para elas, mas, é ótimo para os falsos líderes. A culpa é a
mola mestra do paganismo.
 Jesus Cristo, em seus três anos de ministério, nunca fez
campanhas por dinheiro. A Igreja nascida depois da ascensão de nosso Senhor
passou a ter problemas nessa área, especialmente com fatores relacionados à
origem judaica dos primeiros convertidos. O apóstolo Paulo fez tentativas
concretas para colocar ordem nas diversas igrejas e foi o primeiro a realizar
campanhas em favor dos necessitados. Mas, a utilização desses textos como base
para esquemas de captação de recursos é temerária. O Antigo Testamento contem
muitas citações à prática financeira do povo de Deus. Jeová instruiu o povo
nesse sentido em diversas passagens. A leitura atenta permite ao leitor
perceber o caráter específico de cada situação. Não eram regras ou estatutos
definitivos.  A grande regra definitiva
sobre posses materiais está nos dez mandamentos sob a forma: “Não cobiçarás”!
 
A relação do ser humano com o dinheiro e as posses materiais
sempre foi complicada. Em toda a história da Igreja ela aparece como um dos
grandes problemas. Esteve presente na maioria dos desvios das pessoas e das
instituições eclesiásticas.
 
Nossa relação com o dinheiro é difícil. A começar do fato de
não aprendermos a lidar com ele em casa, na escola e muito menos na Igreja. É
algo a ser descoberto por cada pessoa. São raros os que possuem a capacidade de
relacionar-se bem com ele. Geralmente, só os contadores, os economistas, os
banqueiros e as pessoas ligadas ao serviço do dinheiro é que se saem bem. Os
outros se tornam vítimas deles, com grande probabilidade.
 Recentemente, os líderes de Igrejas e instituições passaram
a militar no time dos exploradores. Sob pretextos bíblicos, geram culpa nos
incautos e extraem cifras incríveis para benefício próprio. Praticam a extorsão
religiosa, as falsidades ideológicas, mentem, enganam, formando quadrilhas com
a adesão familiar e dos agregados. 
 Uma das formas mais concretas para diagnosticar quais são as
Igrejas e instituições sérias é perceber como elas são administradas. Esse tipo
de associação, por lei, deve ter uma diretoria formada por um presidente, um
vice, um tesoureiro, um secretário e um conselho fiscal. Nessa ordem, o
executivo da associação ou o pastor da Igreja não deve ter autonomia para gerir
as finanças. Ele executa o orçamento estipulado pela diretoria sem direito a mudanças.
Não cabe ao executivo ou ao pastor, determinar ou decidir como gastar o
dinheiro. Essa prerrogativa é da diretoria. O cuidado ai é observar se a
diretoria é autônoma de fato. Muitas diretorias de Igrejas e instituições são
formadas por um bando de fantoches e marionetes, sob a manipulação do pastor ou
do diretor executivo. Não é raro encontrar diretorias formadas por parentes e
chegados desses pilantras.  
Essa diretoria deverá estar sob uma Assembléia formada por todos os participantes
dessa associação (especialmente dos membros) e terá caráter soberano sobre
todas as decisões. Quando as coisas estão em ordem nas finanças da Igreja ou da
instituição, o líder é um assalariado e viverá com isso. Melhor, se ele tiver
sua própria fonte de sustento. 
 Dessa forma a Igreja só precisará angariar recursos para a
manutenção do trabalho. Um sistema simples e bem organizado de membresia
possibilitará um rol de membros dizimistas ou sócios contribuintes com a
capacidade para gerar essa receita. Se não houver um rol de membros com essa
capacidade, então, esse será o indicativo para a não existência de uma Igreja
ou instituição formal. Melhor será mantê-la como uma comunidade sem local fixo.
O velho método de Jesus.
Posted by Lou at 22:29:32 | Permalink | No Comments »