
O personagem central do meu último post aqui, foi confundido com o presidente Lula. Cada um pode entender como quiser. Minha obra é aberta. Fiquem à vontade.
Eu não ligo a mínima se o próximo presidente será de esquerda ou de direita. Não acredito que os postulantes atuais saibam as devidas diferanças.
Só acho que seria bom se tivessemos um presidente que fosse um líder com idoneidade moral. Isso implicaria, além de sólida formação intelectual, uma ficha limpa e, sobre tudo, adepto de salutares princípios morais. A mim, agradam os príncipios defendidos por Gandhi e depois por Martin Luther King, que mudaram suas nações sem nunca ter exercido o poder.
Eu, por exemplo, jamais poderia presidir nada. Uma vez fui cogitado para síndico do prédio onde morava e declinei rapidinho, alegando falta de idoneidade. É isso mesmo.
Até poderia argumentar ou arriscar uma comparação com o Lula. Evidentemente sou muito mais preparado intelectualmente que ele para exercer qualquer atividade, nesse mundo. Mas, isso não é vantagem nenhuma. A maioria dos brasileiros também é. Afinal, ele diz que mais da metade dos brasileiros já está alfabetizada.
Eu também participei de passeatas e não foram aquelas molezas de São Bernardo do Campo, não. Participei daquelas da década de sessenta em São Paulo, quando eramos alvo da Força Pública, que não era essa políciazinha de agora, não. Chutei muitas bombas de efeito moral e devolvi muito gás lacrimogênio para ela, fora as bolinhas de gude para seus cavalinhos patinarem no asfalto da Av. Ipiranga.
No tempo em que o Lula era militante de sindicato no ABC (uma classe a ser investigada pela Polícia Federal) e vivia fazendo um discursinho por dia nas portas das grandes fábricas do ABC paulista, eu era um ferrado propagandista de laboratório, carregando uma mala enorme doze horas por dia, exatamente lá em São Bernardo. Cruzei com ele várias vezes. Uma vez, e ele não vai lembrar disso, uma cusparada dele caiu no meu pé. Quanta alegria, nem dormi naquela noite.
Mas, não me arvoro a liderar nada porque não me sinto em condições. Sou um fraco moral. Sem falar na minha imagem. Eu mesmo não me tolero. Já pensou ter que fazer todo mundo me engolir toda noite na tv. Deus me livre de cometer esse pecado. Nem pastor de igreja aceitei ser. Fui, no máximo, auxiliar e já deu para perceber a falta de aptidão.
No mínimo, o cara tem que ser criativo. Vejam esse falastrão venezuelano. Ele brinca com o nacionalismo do povo latino americano, como faziam Peron, Bolivar e Getúlio Vargas. Quem não gostaria de ver seu presidente agir como gente grande, às vezes e dar umas porradas por ai, nem que fosse na Bolívia? Ou os presidentes americanos e europeus conhecem esse detalhe ou atiram no que vêem e acertam o que não vêem.
O outro, nem merece que eu perca meu tempo. Amigo de quem é ou foi, já disse tudo. Fora que não é melhor em quase nada, em relação ao Lula. Só ganha em formação escolar.
Como já disse em várias oportunidades. Está na hora de Deus levantar um líder idôneo por aqui, só para variar. Se eu li corretamente, em minha bíblia, toda autoridade é levantada por Deus. Está lá em Romanos 13:1.