Monday, January 29, 2007

Planos e panos

Não sei porque, lembrei do Collor e seu plano logo depois do segundo turno, no ano passado. Pensei: será?

Pelo sim ou pelo não, durante o mês de dezembro saquei todo o meu dinheiro do banco e comprei dólares. Um cara que conheço ia para os EUA, no começo do ano e pedi para ele depositar na minha conta lá em Miami. Segundo me relatou, felizmente, um casal foi preso na frete dele com dinheiro além do declarado e isso mobilizou a polícia de imigração americana, naquela hora. Como ele era o próximo da fila, mandaram-no passar sem a revista e assim meu dinheiro foi a salvo para minha continha. Deus é mesmo muito bom comigo.

E não é que veio um plano. Assim que o pano subiu. Dizem que o Presidente amarelou na hora de confiscar e deu p’ra trás. Será? Não acredito. Ele não faria isso. Estou falando do negócio de confiscar, claro.

 

História que me foi narrada por um frequentador do pub onde costumo afogar minhas mágoas. 

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Saturday, January 13, 2007

Copa do Mundo de Futebol em 2014 no Brasil, mas em qual Brasil?

    O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicia a corrida para a Copa de Mundo de 2014 em Minas Gerais, junto ao governador daquele estado. A seguir vai a Brasília onde tentará obter o apoio do governador do Distrito Federal. Por enquanto, São Paulo não está na pauta. Em entrevista, o presidente declarou que o estádio do Morumbi (o melhor de São Paulo) não seria adequado aos jogos de Copa do Mundo por não possuir estacionamento. Em suas palavras, deu para sentir uma certa tendência em não incluir São Paulo no projeto da Copa 2014.

    Olhando do ponto de vista social, qualquer estado brasileiro não incluso em uma Copa como hospedeiro de jogos, só tem a ganhar, pois representaria uma grande gasto supérfluo a menos aos cofres públicos. Entretanto, aquela carinha de desdém demonstrada pelo barrigudo presidente incomoda. Será ele um herdeiro do velho provincianismo tão presente nas gerações brasileiras passadas, onde o bairrismo era tão comum? Ou seria mesmo uma questão de números?

    Alias, minha sugestão é separar o futebol paulista do resto do País. Não é uma sugestão bairrista. Antes do chamado Campeonato Brasileiro, havia em São Paulo mais de vinte equipes de altíssimo nível que disputavam grandes campeonatos por pontos corridos. Além dessas, outras vinte pleiteavam, todos os anos, uma vaga na divisão principal através de campeonatos disputadíssimos nas divisões de acesso. Assim, São Paulo é o único estado em condições de manter um campeonato com as duas vantagens: ser rentável e interessante. Os outros vinte e cinco estados poderiam continuar disputando o Campeonato Brasileiro. Os dois primeiros colocados em São Paulo ficariam com duas vagas na Libertadores da América e as outras vagas com os primeiros colocados do Brasileiro. Ah! Os times paulistas não disputariam a Copa do Brasil e tão pouco a Sul Americana. Pronto.

    Ter vencido campeonatos paulistas foi muito mais importante do que vencer campeonatos brasileiros, para as equipes paulistas, provavelmente. Era assim: as equipes classificavam-se para a Libertadores depois de vencer em seus estados. As vagas eram divididas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inclusive o futebol do Rio de Janeiro era muito melhor, nessa época. Conforme outros estados iam ganhando equipes competitivas, adquiriam o direito de disputar o campeonato sul americano. Foi assim com Minas e depois com o Rio Grande do Sul.

    Tudo ia bem e o futebol brasileiro era grande, o melhor do mundo. Os jogadores não saiam facilmente do País e poucos jogos eram televisionados ao vivo. Mas, inventaram o Campeonato Brasileiro televisionado e liquidaram com uma das poucas coisas que nos orgulhavam: o Futebol.

    E não há perspectiva de melhoras. Os destruidores do Futebol, como esse senhor que preside a CBF e o ex-sogro dele, enraizaram-se e só sairão quando o destino for o cemitério. Provavelmente, serão enterrados ao lado da grande cova destinada ao próprio futebol.

    Espero uma atitude digna dos dirigentes paulistas, se esse crápula vier pedir socorro ao futebol paulista, caso a coisa não dê certo. Em outras palavras, digam-lhe Não! Começou sem nós, agora vá em frente, como começou.


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Saturday, January 6, 2007

Lista de Ano Novo - Método Infalível

Quando chega o fim do ano, a macacada corre escrever em um papel meia boca as coisas a serem obtidas no novo ano.

Nunca foi realizada uma estatística, por qualquer instituto idôneo ou não (caso do IBOPE), sobre os resultados dessas listas. Mas farei aqui o papel profético, profetizando o resultado: no mínimo, 95% das coisas almejadas não se realizam.

Dizem as más linguas terem ouvido, de fonte segura, informação dando conta da lista do presidente Lula. Nela, o item número um era: presidente da camara e do congresso do PT (o partido dele). É, por ele, só haveria deputados e senadores do PT. Os outros atrapalham muito.

A razão da falácia das listas é simples. Ao invés de fazer listas dos cacarecos desejados, deviamos todos elaborar planos para alcançar cada item desejado. Mesmo que fosse uma dama ou um bofe. Seja lá qual for seu alvo, consegui-lo sempre será um desafio de organização.

Como especialista, a maneira mais fácil de planejar é o O. M. R. (Objetivos, Métodos e Recursos). Basta seguir essa ordem e colocar tudo no papel. Imprescindível imprimir em impressora HP e em papel A4 da Copimax, meus atuais patrocinadores.

Se desejar uma consultoria pessoal (sou um personal consultant) solicite por E.mail minha imponente presença. Mas prepare-se, eu cobro caríssimo e dificilmente você poderá pagar. Não é para qualquer um. Precisa ter muita munição, digo, dólares ou euros.

Os planejadores conseguem 96% de êxito em seus alvos.

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