O fim da violência
Estou, absolutamente, convencido que esse mega problema pode ser resolvido. É só querer. A tal da vontade política. Por que os políticos lá fizeram o que deviam fazer? Dólares americanos pintaram, não apenas para custeio das ações, mas para incentivar os honestos e incorruptíveis políticos a por mãos à obra. Paradoxal descobrir que o brasileiro Jaime Lerner fez o projeto urbanístico do fim da violência lá.
Se em nosso caso os gringos não darão dólares, há outra maneira de empurrarmos os políticos para fazer o que deve ser feito: Resistência Pacífica. Basta parar. Parar de por combustível em nossos carros; de andar de ônibus e metrô; de consumir além do absolutamente essencial; de trabalhar; de estudar; de pagar as contas; enfim parar tudo. Além disso, ir às ruas e marchar. Dia sim, dia não todo mundo marchando. Carros parados e povo andando com cartazes e sem ceder às repressões. Continuar até os disformes políticos cederem.
As pessoas não podem viver em favelas. Os arrimos de família têm que ter renda. Nada de Bolsa isso ou Bolsa aquilo. Banco estatal não tem que cobrar juros iguais a bancos privados. Afinal é com a nossa grana que eles existem. Todas as famílias têm que ter casa própria e todos tem que receber ensino fundamental e médio. Universidade estatal é para quem tem as melhores médias nas escolas básicas estatais. Sem discriminação. Abaixo as cotas para essa ou aquela minoria. Ricos estudam em escolas pagas.
Quem vai acabar com a violência advinda da desigualdade social somos nós. O governo (executivo, legislativo e judiciário) deve fazer o que nós determinarmos e não o contrário, como acontece hoje.
Lugar de toda a polícia é nas ruas e vinte e quatro horas por dia. Polícia não fecha nunca. Sem essa de plantão de polícia. Plantão é coisa de vagabundo. A noite não é desculpa para menos ação policial. Não devemos combater o crime, devemos evitá-lo. Ao invés de correr atrás dos bandidos, a polícia deve impedir sua ação, enquanto a família, a igreja, o governo e a mídia direcionam os nossos jovens no caminho da boa cidadania.
É só querermos, a solução está em nossas mãos. Mas unidos.