Reflexões sobre o caso Isabella Nardoni
!) O corpo
2) A arma
3) O motivo
A polícia de São Paulo, ajudada por um promotor exótico, como os demais colegas de todo o país, não conhece essa regra. Com medo de que a opinião pública descubra o que todo mundo já está careca de saber, ou seja, a sua inquestionável inconpetência, pelos resultados (cadê os assassinos dos prefeitos de Santo André e Campinas, do Governador do Acre, do PC Farias e sua namorada, do casa da Rua Cuba, etc.), pelos métodos e pelos recursos disponíveis, a polícia escolheu os culpados e agora busca, frenéticamente, produzir provas para incriminá-los, pelo que se pode observar.
De três, uma hipótese horrivel a mais poderia acontecer para elevar a barbaridade desse caso:
1) Um casal inocente ser julgado culpado e atirado na prisão por anos a fio.
2) Um casal culpado de um crime hediondo ser considerado inocente e sair dessa sem pagar a conta.
3) Um assassino desconhecido escapar ileso enquanto inocentes são condenados em seu lugar.
As ditas provas que a polícia dispõe, até o momento, não são irrefutáveis. Não passam de indícios baseados em suposições. A polícia não encontrou nenhuma prova cabal que incrimine os seus únicos suspeitos. Todo mundo sabe que houve um corpo e que a queda da janela do apartamento funcionou como arma, mas até aqui, a polícia não encontrou nesses suspeitos um motivo razoável para praticar tal ato e não ouviu deles confissão ou contradição capaz de dar-lhes confirmação. Para piorar as coisas, toda a família, do pai de Isabella e de sua atual mulher não têm a menor dúvida de que eles não o fariam.
Da maneira como o inquerito está sendo montado, bons advogados poderiam refutar todas essas insinuações transformadas em provas e conseguir a absolvição do casal. Para condená-los (ou a outrem) é preciso apresentar um caso consistente baseado em provas cabais. Ao invés de perder tanto tempo produzindo indícios inconsistentes, que tal buscar provas concretas? Se não me equivoco.
Me intriiga que a polícia não esteja em busca de outras alternativas, a não ser que esteja agindo em segredo. Por exemplo, a mãe da menina deveria ser investigada. De todos os personagens, ela tinha motivos. Declarou, várias vezes, que a menina atrapalhava seus planos de vida. Não tomou nenhuma providência para evitar que sua filha permancesse em companhia de um pai que ela agora considera violento e “voilá” apareceu na cena do crime da forma mais misteriosa e suspeita que se possa imaginar. Além disso, consta uma séria desavença entre o trio que poderia suscitar um motivo passional que levasse a esse desfecho com a culpa dos três. Outra possibilidade, seria um ato impensado, não planejado, fortuito ou do acaso. Nessa possiblilidade, dar a oportunidade à confissão seria a estratégia ideal.
A verdade é que a polícia e esse promotor (que adora holofotes televisivos) precisariam ser chamados à razão. Para que a pressa? Como diria Carl Young, a pressa não é do diabo, ela é o diabo. Precisa haver uma mudança de postura ética e profissional. Ao invés de escolher um culpado e imputar-lhe provas a qualquer custo, deveriam encontrar as provas que lhes revelasse o (s) assassino (s). Isso pode requerer tempo e paciência, desde que haja trabalho sério, competente e intenso. A polícia não deve tentar ser o que ela não pode ser, no momento. Deve trabalhar com simplicidade e denodo, pois isso é o que ela está apta a fazer agora. Me parece.
Todos nós desejamos ver esse caso solucionado e doa a quem doer. Mas seria desastroso piorar as coisas, muito mais, com um trabalho tão temerário da polícia e do Ministério Público. Sem falar na desatrosa atuação da Mídia, sobretudo da Rede Record de Televisão, do irmão Edir M
acedo, salvo enganos.