Saturday, January 13, 2007

Copa do Mundo de Futebol em 2014 no Brasil, mas em qual Brasil?

    O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicia a corrida para a Copa de Mundo de 2014 em Minas Gerais, junto ao governador daquele estado. A seguir vai a Brasília onde tentará obter o apoio do governador do Distrito Federal. Por enquanto, São Paulo não está na pauta. Em entrevista, o presidente declarou que o estádio do Morumbi (o melhor de São Paulo) não seria adequado aos jogos de Copa do Mundo por não possuir estacionamento. Em suas palavras, deu para sentir uma certa tendência em não incluir São Paulo no projeto da Copa 2014.

    Olhando do ponto de vista social, qualquer estado brasileiro não incluso em uma Copa como hospedeiro de jogos, só tem a ganhar, pois representaria uma grande gasto supérfluo a menos aos cofres públicos. Entretanto, aquela carinha de desdém demonstrada pelo barrigudo presidente incomoda. Será ele um herdeiro do velho provincianismo tão presente nas gerações brasileiras passadas, onde o bairrismo era tão comum? Ou seria mesmo uma questão de números?

    Alias, minha sugestão é separar o futebol paulista do resto do País. Não é uma sugestão bairrista. Antes do chamado Campeonato Brasileiro, havia em São Paulo mais de vinte equipes de altíssimo nível que disputavam grandes campeonatos por pontos corridos. Além dessas, outras vinte pleiteavam, todos os anos, uma vaga na divisão principal através de campeonatos disputadíssimos nas divisões de acesso. Assim, São Paulo é o único estado em condições de manter um campeonato com as duas vantagens: ser rentável e interessante. Os outros vinte e cinco estados poderiam continuar disputando o Campeonato Brasileiro. Os dois primeiros colocados em São Paulo ficariam com duas vagas na Libertadores da América e as outras vagas com os primeiros colocados do Brasileiro. Ah! Os times paulistas não disputariam a Copa do Brasil e tão pouco a Sul Americana. Pronto.

    Ter vencido campeonatos paulistas foi muito mais importante do que vencer campeonatos brasileiros, para as equipes paulistas, provavelmente. Era assim: as equipes classificavam-se para a Libertadores depois de vencer em seus estados. As vagas eram divididas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inclusive o futebol do Rio de Janeiro era muito melhor, nessa época. Conforme outros estados iam ganhando equipes competitivas, adquiriam o direito de disputar o campeonato sul americano. Foi assim com Minas e depois com o Rio Grande do Sul.

    Tudo ia bem e o futebol brasileiro era grande, o melhor do mundo. Os jogadores não saiam facilmente do País e poucos jogos eram televisionados ao vivo. Mas, inventaram o Campeonato Brasileiro televisionado e liquidaram com uma das poucas coisas que nos orgulhavam: o Futebol.

    E não há perspectiva de melhoras. Os destruidores do Futebol, como esse senhor que preside a CBF e o ex-sogro dele, enraizaram-se e só sairão quando o destino for o cemitério. Provavelmente, serão enterrados ao lado da grande cova destinada ao próprio futebol.

    Espero uma atitude digna dos dirigentes paulistas, se esse crápula vier pedir socorro ao futebol paulista, caso a coisa não dê certo. Em outras palavras, digam-lhe Não! Começou sem nós, agora vá em frente, como começou.


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Thursday, December 14, 2006

Os melhores atletas do ano 2006, no Brasil.

Cerimônia de entrega dos prêmios dos melhores atletas brasileiros em 2006. Giba do Voley foi escolhido o melhor entre os rapazes e Lais Souza da ginástica entre as moças. Giba deu todas as entrevistas. Não consegui saber com que roupa a Laís recebeu o prêmio, se é que teve dinheiro para comprar uma.

Pô, tem alguma coisa errada. O Marilson dos Santos ganhou a maratona de Nova Iorque (New York) este ano. Cara, são 42 Kms em duas horas e pouquinho, debaixo de um frio de lascar e chegando na frente dos Kenyanos, dos Etíopes e sei lá mais quantos africanos famintos, loucos por aquela graninha.  

Isso sim merecia o prêmio de melhor atleta do ano. O Giba é um robô. Abram ele para ver.

Agora a Laís mereceu, sem dúvida. Mas, ficaram com vergonha de escolher a Jaqueline. Do voley, claro e que merecia. 

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Wednesday, November 1, 2006

Acabou a parceria Corinthians - MSI

Alberto Dualib, presidente do Corinthians ouviu dos investidores da MSI em Londres que só haveriam novos investimentos quando o Técnico Emerson Leão não fosse mais o técnico da equipe.

Resposta do Dualib, na semana passada. Leão será o técnico até o fim do contrato, ou seja, nos próximos dois anos.

Enfim, a mediocridade (essa senhora poderosíssima) venceu nesse caso, também. Agora o time será formado por jogadores razoáveis ou sofríveis, todos indicados pelo técnico, óbvio que afirma não ganhar nada em negociações com jogadores.

Essa notícia não foi divulgada em nenhum outro lugar. É de primeiríssima mão. Por favor lembrem disso, quando ela for do conhecimento de todos.

 

 

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Thursday, October 26, 2006

Planejamento, Gestão e Avaliação

Qualquer empreendimento se faz com planejamento, gestão e avaliação.

No futebol ou em qualquer esporte, não é diferente. Para tanto, é preciso contar com profissionais capazes de implementar projetos observando essa estrutura.

Até um senhor idoso e senil como o Alberto Dualib, atual presidente do Sport Club Corinthians Paulista poderia tocar uma organização dessas. Para isso bastaria que ele ficasse no lugar dele e juntamente com sua diretoria contratasse um diretor executivo com a capacidade de tocar os projetos do clube. Este, por sua vez, contrataria equipe profissional, especializada e preparada para cada projeto. O futebol, no caso, seria um desses projetos.

Em uma sociedade sem fins lucrativos, a diretoria eleita pelos sócios não deve ser executiva e muito menos remunerada.

Não existe nenhuma necessidade em transformar clubes em empresas. Por outro lado, não há qualquer objeção. O princípio será o mesmo. Se o clube decide criar uma empresa lucrativa para gerir o futebol, a estrutura Planejamento, Gestão e Avaliação deverá ser observada, igualmente. O presidente do clube será a pessoa menos indicada para gerir tal empresa e por principios morais e éticos, não deveria fazê-lo. Aliás, o clube deveria fazer constar no Contrato Social dessa empresa a cláusula que proibisse a presença de diretores e conselheiros do clube na referida sociedade.

Na verdade, as distorções nesses clubes detentores de equipes de futebol (chamadas profissionais, mas que de profissionalismo não tem nada) começa em suas estruturas. Seus estatutos foram tão modificados e de forma absolutamente arbitrária que distanciaram-se cem por cento da idéia de uma organização minimamente aceitável. 

É papel do Ministério Público requisitar cópias de todos os estatutos desses clubes e estudá-los para, posteriormente, solicitar a magistratura as correções necessárias sob as penas da lei.

Mas, se pelo menos, os próprios clubes dessem o pontapé incial e afastassem os membros da diretoria das tarefas executivas contratando executivos capacitados, já teriamos mudanças substanciais na praça. 

   

 

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Wednesday, October 25, 2006

Clássico (sic) essa noite: Corinthians e Palmeiras

Anos atrás, o atual técnico do Corinthians era goleiro do Palmeiras. Houve um jogo entre os dois times no Morumbi, final do Torneio Laudo Natel (um reacionário saopaulino que serviu à ditadura militar). No timão, havia um jogador fora de série. Seu nome era Rivellino. O palmeiras abriu o placar, logo no começo do jogo. Houve uma falta, lá pelo fim do primeiro tempo, contra os verdes. Rivellino bateu e Leão não sabe até hoje por qual lado a bola entrou. No fim do jogo, um jogador limitado, uma espécie de Rafael Moura, chamado Lance empurrou para dentro um passe do desconhecido (hoje em dia) Rivellino. Acho que essa é a verdadeira razão porque Leão queria tanto ser técnico do meu time, um dia.

Na verdade, seria muito bom se ninguém assistisse o jogo de hoje. Mas, a Rede Globo não vai dar essa chance. O jogo promete ser uma briga de foice, no escuro. Graças aos idealizadores do nosso futebol, não resta um único jogador capaz de fazer alguma diferença. Lá se foram Tevez, Mascherano, Carlos Alberto e cia. Só se a Adriane Galisteu der um susto no Roger, antes do jogo. No, Palmeiras a maior estrela é, de novo o goleiro (Marcos) mas, não deve jogar. Só se o velhinho Emundo conseguir dar algum briho em seu final de carreira. O que eu lamentaria muito.

Ando muito desanimado com nosso futebol. Por todo lado ouço opiniões favoráveis à exportação de nossos jogadores. Nem a política anti-exportação do Lula diminuiu essa prática malígna. Continuamos a nos livrar dos atores bons ficando com resto que ninguém quer. Com isso os europeus mantém seus grandes espetáculos e muito dinheiro, enquanto ficamos com esse joguinho de varzea (acho que nem a varzea merece isso), sem dinheiro e muito menos, futebol.

E tem gente que prefere o Citadini. Vai ser miope assim lá longe. Kya, Kya, Kya, Kya, Kya…

 

 

 

 

 

 

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Wednesday, September 13, 2006

Basquete Brasileiro

Em que pese os problemas gerados pela falta de organização, administração tirânica e provável corrupção, o basquete brasileiro está defasado tecnicamente. Mesmo os jogadores mais jovens, não jogam um basquete moderno. Mesmo que quisessem e soubessem, seus técnicos desatualizados e ultrapassados não permitiriam.

Aliás, esse é o personagem mais jurácico no nosso basquete. A começar das seleções insistentemente dirigidas por figuras que já deram sua contribuição e poderiam ter passado o bastão há muito, muito tempo atrás.

O melhor momento da seleção feminina deu-se, justamente, quando ele foi dirigida pelo técnico Miguel Angel da Luz, um técnico bem mais jovem, na época, que os medalhões conhecidos. As jogadoras mal acostumadas não gostaram das mudanças introduzidas e criaram antagonismos com o técnico. Um exemplo, é que ele priorizava um time mais alto em quadra. Com isso, ele mantinha apenas uma baixinha jogando, na época a Paula e a Hortência se revezavam nos jogos. Isso desagradou as estrelas que não admitiam ficar no banco.

Há uns quarenta anos atrás, meu tio Adalberto Marson era técnico do Trianon de Jacarei. Uma vez, perguntado sobre o que o time precisava para melhorar ele respondeu sem pensar: “Precisa ser um time com jogadores de basquete e não de futebol”, referindo-se à altura dos jogadores, claramente.

Outro exemplo é a insistência em manter as tais titulares na quadra, quando há muito tempo, todos os jogadores são considerados titulares e devem ser revezados durante todo o jogo.

Até hoje, as equipes desde as categorias de base não são preparadas para defender em moldes mais modernos. Geralmente, os jogadores não sabem a diferença entre os vários tipos de marcação e, não raramente, confudem alhos com bugalhos. Nos anos noventa fui lecionar em uma escola que tradicionalmente mantinha boas equipes de basquete, devido ao trabalho do meu antesessor. Quando comecei a trabalhar, a equipe masculina da escola fez um jogo nos primeiros dias de aula e fui dirigi-la. A equipe adversária fez uma sequência de pontos com arremessos de três pontos. Pedi tempo e orientei os jogadores a fazer marcação individual com meia pressão. O que se viu a segui foi um desatre em nossa defesa, com os meninos chegando a trombar uns nos outros.

Claro que é preciso resolver a questão da direção do esporte e isso não é privilégio do basquete. Mas, em quadra é preciso mudar a partir dos técnicos, onde os mais velhos precisam dar lugar a técnicos mais jovens e que tenham competência atualizada.

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Wednesday, August 30, 2006

Uma coisinha aqui, outra acolá…

(Jornal da Tarde, Esportes, 30/08/2006)

Pelé revelou ter sido convidado por Henry Gabay, chefe executivo do Duet Group, uma companhia com sede em Londres e que aplica parte de seu capital em investimentos de riscos no esporte para dirigir a MSI antes do Kia Joorabchian’

Henry Gabay tem negócios com o russo Roman Abramovich, do Chelsea.

Blog do Juca

Segundo o jornalista mais democrático do Brasil (censor de comentários contrários) Eurico Miranda aconselha: “Peguem o dinheiro dos gringos e depois dêem um chute neles”.

Desde que começou essa fase de derrotas do Corinthians comecei a suspeitar de algo estranho no ar. Vi, com esses olhos que a terra há de comer, zagueiros tirando o pé da trajetória da bola para não evitar que ela entrasse no próprio gol. Em outras palavras, a maioria das derrotas faria parte do cumprimento da vontade dos diretores do Clube (Dualib, Cury e Citadini) em encerrar a parceria com a MSI. Acredito que a maior parte da mídia esportiva teria contribuido para armar esse circo. O Técnico Leão, também. Ah! E a torcida foi devidamente manipulada para fazer o resto. Como ensinou o mestre Eurico, já pegaram o que queriam, agora tchau amore, tchau amore…

Pelé ainda lembrou dos idiotas da Hicks que até hoje estão esperando sentados pela devolução de dinheiro e a construção do estádio, para o que, compraram um big terreno e adiantaram boa grana.

O mais perverso de tudo é a demonização do pateta do Kya e seus filhotes Tevez e Mascherano.

Bom, eu não sou sócio do clube e entendi, bom tempo atrás, como era trouxa em torcer para um time com o qual eu não tinha a menor ligação. O mesmo se dá com o time da CBF. Torcidas são agrupamentos de pessoas idiotas utilizadas como massa de manobra por indivíduos sem qualquer escrúpulo. A mesma coisa que membros de Igreja. São os primeiros que pagam e os últimos que apitam, ou nunca.

A vida fica mais fácil sem essas ligações perigosas.

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